quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A Arte de Ben Heine: "Flesh and Acrylic"


 Ben Heine - "Flesh and Acrylic"


A Arte de Ben Heine

"Flesh and Acrylic"


"Flesh and Acrylic", iniciado em 2011, é o mais recente projeto de Ben Heine. 
Ben cria pinturas acrílicas abstratas em grandes painéis de madeira. A ideia principal é criar uma superfície que mistura o modelo com o fundo. A particularidade do projeto reside no facto de que uma pessoa viva está integrada na obra de arte e faz parte de toda a composição. O resultado final é muitas vezes selvagem e muito colorido. Finalizada a pintura, Ben tira fotos dela. As fotos serão impressas e expostas em seguida.


A Arte de Ben Heine - "Flesh and Acrylic"


Ben Heine - "Flesh and Acrylic"


Ben Heine - "Flesh and Acrylic"


Ben Heine - "Flesh and Acrylic"


Ben Heine - "Flesh and Acrylic"


Ben Heine - "Flesh and Acrylic"


Ben Heine - "Flesh and Acrylic"


Ben Heine - "Flesh and Acrylic"


Trailer - Ben Heine Documentary (2012)

A arte de Ben Heine: "Pencil Vs Camera"


Ben Heine 

Ben Heine (nascido em 12 de junho de 1983 em Abidjan, Costa do Marfim) é um pintor, ilustrador, retratista, caricaturista e fotógrafo belga. Estudou escultura, artes gráficas (em que trabalhou durante 8 anos), e também é formado em jornalismo. 


A arte de Ben Heine 

"Pencil Vs Camera"

Ben Heine encontrou um caminho totalmente diferente daquele a que estamos habituados para alterar a realidade da fotografia. De forma inovadora, ele altera as imagens com simples desenhos feitos a lápis em folhas brancas.


"Pencil Vs Camera"

De forma quase artesanal, Heine muda e complementa as suas fotografias com a grafite dos lápis, criando uma nova realidade, imaginada por si. O trabalho Pencil vs Camera é, por isso, o resultado da junção das suas duas paixões: a fotografia e o desenho.


"Pencil Vs Camera"

Com 27 anos, estudou jornalismo, e aí descobriu a importância da escrita e do lápis, mas também o impacto de uma fotografia. Depois de dez anos a tirar fotografias e a desenhar, Pencil Vs Camera pareceu-lhe o próximo passo na sua carreira artística.


"Pencil Vs Camera"

A ideia de juntar as duas técnicas surgiu-lhe no início de 2010, enquanto via televisão ao mesmo tempo que escrevia uma carta. Ao reler o texto, antes de pôr a carta no envelope, reparou na transparência do papel, que lhe permitia ver as imagens que passavam atrás, na televisão. Apercebeu-se rapidamente que poderia fazer algo similar, juntando duas ações diferentes e aí começou a trabalhar na sua ideia. O primeiro trabalho desta série surgiu no mesmo dia. Juntou duas cadeiras e uma pequena mesa no jardim para o cenário e começou a desenhar no papel a imagem que via à sua frente. Depois, foi só tirar uma fotografia com o enquadramento correto.


"Pencil Vs Camera"
 

De acordo com Ben Heine, a fotografia e ilustração sempre andaram juntas em sua vida e a ideia do projeto é representar 1/4 da imagem com um desenho de traços simples, porém realista, dando uma continuidade diferente à cena original. 
Com uma criatividade além do normal os resultados são surpreendentes, fascinantes e divertidos. 


"Pencil Vs Camera"
 

"Pencil Vs Camera"
 

"Pencil Vs Camera"
 

"Pencil Vs Camera"
 

"Pencil Vs Camera"
 
 
"Pencil Vs Camera"


"Eu sempre vejo os bons aspetos no progresso humano. Eu, pessoalmente, não acho que há lados ruins em tecnologias, desde que elas sejam usadas ​​de forma criativa e construtiva para ajudar os artistas a aumentar as suas habilidades. Inovações significativas em arte gráfica são muito importantes e não acontecem com tanta frequência. Quero dizer, ter boas ideias é impressionante, mas expressá-las com formas totalmente novas de arte é ainda mais interessante, na minha opinião. Eu não tenho nenhuma declaração específica sobre a minha arte, eu só dou a minha própria direção o tempo todo, e eu acredito que novas mídias também nos dão a oportunidade de explorar universos de fantasia desconhecidos e desenvolver um estilo distinto. Na série Pencil Vs Câmera por exemplo, eu queria demonstrar que é possível combinar o desenho e a fotografia de uma forma imaginativa harmoniosa e atraente. Eu só inventei esta técnica que me permite expressar mensagens mais poderosas com as ferramentas que eu uso mais." - Ben Heine


Ben Heine em Lisboa, 2012 - Samsung Experience


Ben Heine

A arte de Ben Heine: "Circulismo Digital"


'Marilyn Monroe', Circlism Digital by Ben Heine


'Elvis Presley'Circlism Digital by Ben Heine


'Lady Gaga', Circlism Digital by Ben Heine


'Bob Marley',  Circlism Digital by Ben Heine 


'Mad Hatter, Johnny Depp', Circlism Digital by Ben Heine


'Steve Jobs', Circlism Digital by Ben Heine


'Freddie Mercury', Circlism Digital by Ben Heine  


'She is My Mona Lisa', Circlism Digital by Ben Heine


'Eminem', Circlism Digital by Ben Heine


'Leopard', Circlism Digital by Ben Heine
 

'Remembering What I Am', Circlism Digital by Ben Heine


Ben Heine, 'Self-Portrait'


 Ben Heine, 'Self-Portrait'


Ben Heine, nascido em 12 de junho de 1983 em Abidjan, Costa do Marfim, é um artista belga multidisciplinar. Começou como pintor e cartunista político, mas tornou-se mais conhecido em 2011 devido aos seus projetos, "Lápis Vs Câmera" e "Digital Circlism
Ben Heine cria retratos detalhados de celebridades como Marilyn Monroe, Steve Jobs, Eminem, Bob Marley, Elvis Presley, etc., usando milhares de círculos. Essa técnica original que mistura o pontilhismo com a Pop Art chama-se "Digital Circlism" 
Usando o Photoshop CS4, Ben Heine aplica milhares de círculos num fundo preto, até criar um retrato colorido, realista. Cada círculo tem um tom, uma cor e tamanho diferente, o que torna demorada a criação de uma única obra de arte. 
  Para saber mais: benheine.com
 
 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

"A Melancolia" - Texto de Camilo Castelo Branco


Vito de Campanella


A Melancolia 

«A melancolia é sorna e estéril. Camões escreveu a sua epopeia nos dias da esperança. Quando a tristeza desanimadora o entrou, já não pôde escrever para o fidalgo, que lha pedia, uma paráfrase dos salmos. 
Uma inteligência em quietismo não danifica os interesses materiais dum país, e até certo ponto pode considerar-se providencial o pousio; mas um cidadão analfabeto, embrutecido pela melancolia, se a sua qualidade civil é importante como deve ser, pode prejudicar gravemente os interesses da cidade. 
Ainda bem que a melancolia raro se atreve a perturbar o funcionalismo intelectivo de certas cabeças, cuja organização é maravilha. Daí provém a traça metódica e auspiciosa com que o homem supinamente ignorante regula os seus negócios. Há nessa cabeça a perene claridade dum fundo de garrafa de cristal. As ideias impedem-lhe congeladas da abóbada craniana como as estalactites duma caverna. Dessa imobilidade imperturbável de cérebro resulta a fixidez da mira posta num alvo, a pertinácia das empresas e o conseguimento dos bons efeitos. 
Ainda não vi tão cabal e logicamente explicado o fortunoso êxito de algumas riquezas granjeadas pela inépcia. 
Não obstante, o número dos bastardos da fortuna é muito maior. O leitor é de certo um dos que tem em cada dia uma hora de enojo, de quebranto, de melancolia, de concentração dolorosa, de desapego à vida, de misantropia e de diálogo terrível com o fantasma da aniquilação.» 

Camilo Castelo Branco, in 'Coração, Cabeça e Estômago'.




Camilo Castelo Branco (1825-1890) é um nome incontornável da história da literatura portuguesa, autor de uma obra colossal de mais de cento e trinta títulos, além das suas participações regulares na imprensa e da sua vasta correspondência. Visceral e impulsivo, retratador acutilante e eloquente dos costumes da sociedade e dos meandros das almas, polemista massacrador sem adversários à altura, Camilo viveu também os seus amores ao extremo.

Da vasta obra de Camilo ressaltam centenas e centenas de pequenas frases e textos, que exalam a sabedoria de uma autêntica experiência e lição de vida, que, muito para além da observação lúcida e da análise do sentimento que podem estar associadas a uma época, tornam-se um autêntico compêndio das aventuras e desventuras daquilo a que se chama viver. Permanece actual pela intemporalidade com que se revestem os instantâneos do espírito tão bem dissecados e magistralmente descritos pela pena de Camilo, mergulhando fundo nos sentimentos, nobres ou reprováveis, que movem os indivíduos e a humanidade em geral desde os primórdios da História.


Galeria de Vito Campanella
Vito de Campanella


"O ciúme vê com lentes, que fazem grandes as coisas pequenas, gigantes os anões, verdades as suspeitas." 

(Camilo Castelo Branco) 


Vito de Campanella


"É falso o amor que leva o homem à indignidade."

(Camilo Castelo Branco)


Vito de Campanella


"O amor que enlouquece e permite que se abram intercadências de luz no espírito, para que a saudade rebrilhe na escuridão da demência, é incomparavelmente mais funesto que o amor fulminante." 

(Camilo Castelo Branco) 


Vito de Campanella


"O amor é a primeira condição da felicidade do homem."

(Camilo Castelo Branco)


Vito de Campanella


"Depois do céu, quem mais pasmosos milagres faz é o amor."

(Camilo Castelo Branco)


Vito de Campanella
 

"A caridade é a felicidade dos que dão e dos que recebem."

(Camilo Castelo Branco)


Vito Campanella


"O amor é uma luz que não deixa escurecer a vida."

(Camilo Castelo Branco)


Vito Campanella


"A felicidade é parecida com a liberdade, porque toda a gente fala nela e ninguém a goza."

(Camilo Castelo Branco)


Vito Campanella 


"O poeta desmente as leis fisiológicas, vivendo do princípio vital de uma única entranha: o coração."

(Camilo Castelo Branco)


Vito Campanella


"O tempo chega sempre; mas há casos em que não chega a tempo."

(Camilo Castelo Branco)


Vito Campanella


"Não há amor que resista a vinte e quatro horas de filosofia."

(Camilo Castelo Branco)


Vito Campanella 


"Duas pessoas que se amam, só começam a dizer coisas ajuizadas desde que se aborrecem."

(Camilo Castelo Branco)


Vito de Campanella


"O amor nascente é tão melindroso, pueril e tímido, que receia desagradar até com o pensamento ao ídolo da sua concentrada adoração."

(Camilo Castelo Branco)


Vito de Campanella


"O homem que ama é um tolo sublime."
 
(Camilo Castelo Branco)


Vito de Campanella


"Ao pé de um bom estômago coincidiu sempre uma boa alma."

(Camilo Castelo Branco)


Vito Campanella

Vito Campanella

Vito de Campanella

Vito de Campanella

Vito Campanella

Vito Campanella

Vito Campanella, Retrato Metafísico


Vito Campanella nasceu em Monopoli, Itália, em 1932. Vive e trabalha na Argentina. Estudou na Escuela de Artes y Ofícios, onde aprendeu modelar e entalhar madeira. Alternou seus estudos com passeios pelo campo, onde pintou cenas de natureza. Mudou-se para Florença onde passa a frequentar o movimento artístico da cidade. Através do escultor Rossi conhece o mestre Giorgio De Chirico. Frequenta os cursos de Anatomia da Academia de Bellas-Artes de Brera, em Milão. Em 1954 conhece Salvador Dali, em Roma. Em 1955 transfere-se para Buenos Aires e a partir de 1956, incorpora-se ao movimento artístico argentino e latino-americano. Em 1976 recebeu Menção especial no Salão Euro-Americano em Caracas e Placa de Honra ao Mérito em Buenos Aires. Em 1979 obteve a Medalha de Prata no Concurso Internacional de Pintura UNICEF, Turim, Itália e em 1999 ganhou o Prémio Lorenzo, il Magnífico, na Bienal de Arte Contemporânea de Florença e Segundo Prémio Aquisição na Mostra Anual de Jovens Pintores de Bari.