'Camões na gruta de Macau', 1853, Museu do Chiado, Lisboa.
Camões e a tença
Irás ao Paço. Irás pedir que a tença
Seja paga na data combinada
Este país te mata lentamente
País que tu chamaste e não responde
País que tu nomeias e não nasce
Em tua perdição se conjuraram
Calúnias desamor inveja ardente
E sempre os inimigos sobejaram
A quem ousou seu ser inteiramente
E aqueles que invocaste não te viram
Porque estavam curvados e dobrados
Pela paciência cuja mão de cinza
Tinha apagado os olhos no seu rosto
Irás ao Paço irás pacientemente
Pois não te pedem canto mas paciência
Este País te mata lentamente
Sophia de Mello Breyner Andresen,
in 'Dual' [VI – Em Memória], Lisboa: Moraes, 1972.
Reprod. em 'Obra Poética III'. Lisboa: Caminho, 1991, p. 162.
Camões e a tença
Irás ao Paço. Irás pedir que a tença
Seja paga na data combinada
Este país te mata lentamente
País que tu chamaste e não responde
País que tu nomeias e não nasce
Em tua perdição se conjuraram
Calúnias desamor inveja ardente
E sempre os inimigos sobejaram
A quem ousou seu ser inteiramente
E aqueles que invocaste não te viram
Porque estavam curvados e dobrados
Pela paciência cuja mão de cinza
Tinha apagado os olhos no seu rosto
Irás ao Paço irás pacientemente
Pois não te pedem canto mas paciência
Este País te mata lentamente
Sophia de Mello Breyner Andresen,
in 'Dual' [VI – Em Memória], Lisboa: Moraes, 1972.
Reprod. em 'Obra Poética III'. Lisboa: Caminho, 1991, p. 162.
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A Bandeira de Portugal, criada por Columbano Bordalo Pinheiro,
adotada pelo governo em 1 de novembro de 1910 e aprovada
pelo parlamento em 19 de junho de 1911.
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas celebra a data de 10 de Junho de 1580, data da morte de Camões, sendo também este o dia dedicado ao Anjo Custódio de Portugal.
Este é também o dia da Língua Portuguesa, dos cidadãos e das Forças Armadas.
Durante o Estado Novo, de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, era celebrado como o Dia da Raça: a raça portuguesa ou dos portugueses. (daqui)
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O artista plástico Francisco Augusto Metrass nasceu a 7 de fevereiro de 1825 e morreu a 14 de fevereiro de 1861.
Seguiu a carreira artística, contrariando a vontade do pai que preferia vê-lo prosseguir uma carreira no comércio.
Seguiu a carreira artística, contrariando a vontade do pai que preferia vê-lo prosseguir uma carreira no comércio.
Em
1836 entrou para a Academia de Belas Artes de Lisboa, onde estudou com
os mestres Joaquim Rafael e António Manuel da Fonseca.
Em
1844 partiu para Roma onde teve como professores os pintores alemães
Cornelius e Overbeck, que faziam parte do "Grupo dos Nazarenos", assim
conhecidos porque se dedicavam especialmente à pintura religiosa. O
primeiro quadro de Metrass com o título "Jesus acolhendo as crianças" foi realizado sob esta inspiração.
Continuou
a sua viagem por Itália, depois Paris, regressando a Lisboa onde
realizou uma exposição nas salas da casa que ocupava no palácio dos
condes de Lumiares a S. Roque. Não havendo qualquer reação do público ou
da crítica, Metrass regressou a Paris e foi aí que, a partir de 1850, o
seu talento começou a ser reconhecido, destacando se, então, não mais
com temas religiosos, mas com a pintura histórica.
O ano de 1856 trouxe-lhe a consagração com um dos seus quadros mais célebres: Só Deus retrata uma cena do dilúvio, onde uma mulher, tendo nos braços uma criança, é arrastada pelas águas.
No apogeu do seu talento, e depois de ter pintado uma grande obra histórica intitulada "Camões lendo os Lusíadas", uma tuberculose não o deixou ir mas longe: em 1861, aos 36 anos, morreu na ilha da Madeira, deixando a sua obra incompleta. (daqui)
Só Deus! – Numa composição de acentuado teor dramático, Metrass representa a figura de uma mulher com uma criança nos braços, deitada de costas sobre uns rochedos, inundados por uma forte torrente de água, segurando-se ela com a mão direita, ao alto, crispada, a um tronco partido. Salvas do naufrágio de que foram vítimas, a mãe olha para o céu, suplicante, agradecendo o milagre, estando a criança, nua e aterrorizada, agarrada a uma ponta dos cabelos da mãe, com uma expressão de pavor.
Destacam-se pormenores que contribuem para a expressão dinâmica e desesperada deste episódio, como o realismo dos rochedos musgosos e dos ramos de árvore empurrados pela torrente de água, em primeiro plano, reforçado pela posição em diagonal do corpo da mulher que cria instabilidade na cena, no branco lívido do seu rosto e do seu peito, sublinhados por uma iluminação eficaz. (daqui)
Destacam-se pormenores que contribuem para a expressão dinâmica e desesperada deste episódio, como o realismo dos rochedos musgosos e dos ramos de árvore empurrados pela torrente de água, em primeiro plano, reforçado pela posição em diagonal do corpo da mulher que cria instabilidade na cena, no branco lívido do seu rosto e do seu peito, sublinhados por uma iluminação eficaz. (daqui)

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