Antonio Capel (Pintor espanhol, n. 1960)
Vem cá, meu gato
Vem cá, meu gato, aqui no meu regaço;
Guarda essas garras devagar,
E nos teus belos olhos de ágata e aço
Deixa-me aos poucos mergulhar.
Quando meus dedos cobrem de carícias
Tua cabeça e dócil torso,
E minha mão se embriaga nas delícias
De afagar-te o elétrico dorso,
Em sonho a vejo. Seu olhar, profundo
Como o teu, amável felino,
Qual dardo dilacera e fere fundo,
E, dos pés à cabeça, um fino
Ar subtil, um perfume que envenena
Envolve-lhe a carne morena.
Charles Baudelaire, in “As Flores do Mal”.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. p. 185.
Tradução de Ivan Junqueira
Vem cá, meu gato, aqui no meu regaço;
Guarda essas garras devagar,
E nos teus belos olhos de ágata e aço
Deixa-me aos poucos mergulhar.
Quando meus dedos cobrem de carícias
Tua cabeça e dócil torso,
E minha mão se embriaga nas delícias
De afagar-te o elétrico dorso,
Em sonho a vejo. Seu olhar, profundo
Como o teu, amável felino,
Qual dardo dilacera e fere fundo,
E, dos pés à cabeça, um fino
Ar subtil, um perfume que envenena
Envolve-lhe a carne morena.
Charles Baudelaire, in “As Flores do Mal”.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. p. 185.
Tradução de Ivan Junqueira
Pintura de Antonio Capel
Pintura de Antonio Capel
Pintura de Antonio Capel
Pintura de Antonio Capel
Pintura de Antonio Capel
Pintura de Antonio Capel
Pintura de Antonio Capel
Pintura de Antonio Capel
Pintura de Antonio Capel









Sem comentários:
Enviar um comentário