Philip Richard Morris (1836-1902), Audrey, 1888
Letra para cantar
Não serem, Lucinda, estrelas
as tuas pupilas belas,
bem pode ser;
mas que em sua claridade
não haja alguma deidade,
não pode ser.
Que a boca celestial
não seja o próprio coral,
bem pode ser;
mas que não exceda a rosa
em ser vermelha e cheirosa,
não pode ser.
Que não seja o branco peito
de cristais ou neve feito,
bem pode ser;
mas que não vença em brancura
os cristais e a neve pura,
não pode ser.
Que não seja um anjo, o colo
da Fênix, o próprio Apolo,
bem pode ser;
porém que de anjo não tenha
o que com anjo convenha,
não pode ser.
Não teres flores nas veias
nem de lírios as mãos cheias,
bem pode ser;
mas que nelas não se vejam
quantas graças se desejam,
não pode ser.
Letra para cantar
Não serem, Lucinda, estrelas
as tuas pupilas belas,
bem pode ser;
mas que em sua claridade
não haja alguma deidade,
não pode ser.
Que a boca celestial
não seja o próprio coral,
bem pode ser;
mas que não exceda a rosa
em ser vermelha e cheirosa,
não pode ser.
Que não seja o branco peito
de cristais ou neve feito,
bem pode ser;
mas que não vença em brancura
os cristais e a neve pura,
não pode ser.
Que não seja um anjo, o colo
da Fênix, o próprio Apolo,
bem pode ser;
porém que de anjo não tenha
o que com anjo convenha,
não pode ser.
Não teres flores nas veias
nem de lírios as mãos cheias,
bem pode ser;
mas que nelas não se vejam
quantas graças se desejam,
não pode ser.
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