sábado, 28 de março de 2026

"Rumor de água" - Poema de Carlos de Oliveira



Túllio da Costa Victorino (Pintor naturalista português, 1896-1969),
Lavadeiras - Tomar, 1944.


 Rumor de água


Rumor de água
na ribeira ou no tanque?
O tanque foi na infância
minha pureza refratada.

A ribeira secou no verão
Rumor de água
no tempo e no coração.
Rumor de nada.


Carlos de Oliveira, in "Colheita Perdida",
Casa Minerva, 1948.
 
 
Pinturas de Túllio da Costa Victorino

Túllio da Costa Victorino, Lavadeiras no regato, 1963.
 
 

Túllio da Costa Victorino, Paisagem, 1941.


Túllio da Costa Victorino, Casa com figuras, s.d.
 
 
Túllio da Costa Victorino, Ribeira do Porto, 1943. 


Perguntou-se a José Saramago:
– Como podem homens sem Deus serem bons?
Sua resposta foi:
– Como podem homens com Deus serem tão maus?


José Saramago, em Entrevista, 2009.
 

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