
Martin Ferdinand Quadal (Czech-Austrian painter and engraver, 1736–1809),
Self-Portrait at the easel with his pet dog, 1788, Cincinnati Art Museum.
Vaidade, tudo vaidade!
Vaidade, meu amor, tudo vaidade!
Ouve: quando eu, um dia, for alguém,
Tuas amigas ter-te-ão amizade,
(Se isso é amizade) mais do que, hoje, têm.
Vaidade é o luxo, a glória, a caridade,
Tudo vaidade! E, se pensares bem,
Verás, perdoa-me esta crueldade,
Que é uma vaidade o amor de tua mãe…
Vaidade! Um dia, foi-se-me a Fortuna
E eu vi-me só no mar com minha escuna,
E ninguém me valeu na tempestade!
Hoje, já voltam com seu ar composto,
Mas eu, vê lá! Eu volto-lhes o rosto…
E isto em mim não será uma vaidade?
Júlio Dinis (1839–1871), in "Só"

Martin Ferdinand Quadal, Self-Portrait with his dog, sitting at his easle, 1787.
"Por que desejar outro universo se este tem cachorros?"
Matt Haig, in "A Biblioteca da Meia-Noite",
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2021.
(Tradução de Adriana Fidalgo)
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2021.
(Tradução de Adriana Fidalgo)
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