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José Malhoa (Pintor, desenhador e professor português, 1855–1933),
'Igreja de Figueiró' (Figueiró dos Vinhos, Portugal), 1921.
Amor sem tréguas
É necessário amar,
qualquer coisa ou alguém;
o que interessa é gostar
não importa de quem.
Não importa de quem,
não importa de quê;
o que interessa é amar
mesmo o que não se vê.
Pode ser uma mulher,
uma pedra, uma flor,
uma coisa qualquer,
seja lá o que for.
Pode até nem ser nada
que em ser se concretize,
coisa apenas pensada,
que a sonhar se precise.
Amar por claridade,
sem dever a cumprir;
uma oportunidade
para olhar e sorrir.
Amar como um homem forte
só ele o sabe e pode-o;
amar até à morte,
amar até ao ódio.
Que o ódio, infelizmente,
quando o clima é de horror,
é forma inteligente
de se morrer de amor.
De grinalda branca,
Toda vestida de luar,
A pereira sonha.
Helena Kolody (1912–2004),
in 'Luz Infinita', 1997.
in 'Luz Infinita', 1997.
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