Primavera
Por que será que penso nos teus lábios
quando avisto, em quintais, limões maduros?
Serão eles, dobrados sobre os muros,
Livreiros que esquadrinham alfarrábios?
Ou hão de perecer polidos cabos
Rumorejando sobre os ares puros?
Eu sempre penso nos limões: dourados,
Guardam-se incorruptíveis, e fechados.
Por que será que penso nos teus lábios
quando avisto, em quintais, limões maduros?
Serão eles, dobrados sobre os muros,
Livreiros que esquadrinham alfarrábios?
Ou hão de perecer polidos cabos
Rumorejando sobre os ares puros?
Eu sempre penso nos limões: dourados,
Guardam-se incorruptíveis, e fechados.
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